Vida e Ficção

10 Fevereiro, 2009

Surdez: A linguagem do amor

Arquivado em: na Vida, no Jornal — by vidaeficcao @ 7:46 pm
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Um dia fui pra rua fazer uma reportagem que acabou nunca sendo publicada. Mas a história dessa comunicação mãe e filho é boa e merece registro. Então, aqui está:

Para conseguir se comunicar com o filho pequeno, Ana Lice de Matos precisou usar criatividade. Thiago teve meningite quando tinha 4 meses de idade e perdeu quase toda a audição. Juntos, mãe e filho criaram alguns códigos próprios, que atendiam bem as necessidades do dia-a-dia. “Mas às vezes ele queria me falar alguma coisa que eu não conseguia entender de jeito nenhum. Ele tinha só 3 anos, mas ficava furioso, batia porta, jogava coisas no chão”, conta Ana Lice.

Aos 5 anos, Thiago conseguiu vaga em uma escola especial para surdos. Lá, antes de aprender o português, ele aprendeu libras, a linguagem dos surdos, e hoje, aos 9 anos, consegue expressar tudo o que deseja. “Ele está muito mais calmo. Antes, as pessoas achavam que ele tinha alguma outra deficiência, de tão difícil que era o comportamento dele.”

Ana Lice também passou a freqüentar a escola para conseguir conversar com o filho. “Já falo bastante coisa em libras, mas ainda estou aprendendo. Agora vou numa aula de sábado na igreja”, conta a mãe. O menino fez tratamento com fonoaudiólogo por dois anos e sabe falar algumas palavras. Mas como as vagas gratuitas são limitadas e a família não tem dinheiro para pagar o tratamento particular, tudo o que ele aprende é mesmo na escola.

Thiago diz adorar o colégio, onde além de estudar libras e todas as disciplinas das escolas regulares, ele também assiste a filmes e desenhos traduzidos pelos professores. Mas apesar de todo o carinho que recebe na escola especial, o menino não se fecha os amigos também surdos. Ele convive bem com crianças da sua idade sem deficiência, diz a mãe. “Enfio ele no meio da criançada ouvinte para ele saber se virar sozinho. Só me meto se dá alguma briga por problema de comunicação.”

17 Outubro, 2008

Receita – macarrão light

Arquivado em: na Vida, no Jornal — by vidaeficcao @ 6:08 pm
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Em vez de massa, dá pra fazer um “macarrão de abobrinha”. Não, não é uma massa de abobrinha, e a substituição da massa pelo legume como ele é.  Super fácil, como tudo o que eu cozinho.

Para duas pessoas:3 abobrinhas

- Pegar um descascador de legumes e cortar fatias da abobrinha ao cumprido até chegar nas sementes (descartar as sementes)
- Cozinhar as tiras em água fervendo durante 8 minutos
- Escorrer e colocar o molho de sua preferência

Essa receita aprendi graças ao meu trabalho, lendo The New York Times!!! E tem gente que ainda acha besteira ler jornal…

11 Setembro, 2008

Para que serve a literatura?

Arquivado em: na Vida — by vidaeficcao @ 1:01 am
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Servir no sentido mais imediato da palavra, a literatura na serve para nada. Você não se alimenta dela, você não consegue um emprego melhor com ela, você não faz amigos por causa dela. Mesmo aprender, nem sempre dá pra aprender muito com ela, porque nos livros de história é tudo de mentirinha – para saber mais coisas, melhor mesmo ler um livro didático, uma biografia, livros de História.

Ah, mas como eu prefiro as histórias com o “h” minúsculo! Abro mão da suposta Verdade pela verossimilhança. A ficção é quase sempre mais interessante que a vida!

6 Setembro, 2008

Seis lições de felicidade, por Tal Ben-Shahar

Arquivado em: na Vida, no Jornal — by vidaeficcao @ 9:02 pm
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Um vez fiz uma matéria com um professor de Psicologia Positiva de Harvard – em toda a universidade, foi a matéria foi a que mais teve alunos inscritos em 2006.

Segundo ele, a Psicologia positiva é um ponto de encontro das lições dos livros de auto-ajuda (mas na auto-ajuda padrão não há fundamentação científica) com o conhecimento acadêmico da psicologia (mas que em geral não tem aplicação prática na vidas das pessoas comuns).

Daí, ele me passou 6 lições básicas para ser feliz:

1 – Permita-se ser humano
Aceite suas emoções, mesmo as ruins, como naturais. Nossa cultura é obcecada pelo prazer, mas há algo de errado conosco se, de vez em quando, não sentirmos tristeza ou ansiedade.

2 – A felicidade está na junção de prazer e significado
O ideal é fazer atividades, em casa e no trabalho, que sejam ao mesmo tempo prazerosas e pessoalmente significativas. Se não for possível, reserve algumas horas na semana para elas.

3 – A felicidade é um estado de espírito
Após supridas as necessidades básicas, bens materiais e status pouco influenciam na felicidade. O que importa é o foco que escolhemos, nossa interpretação dos eventos externos.

4 – Simplifique
Somos muito ocupados, tentamos fazer mais e mais coisas no mínimo tempo possível. A quantidade influencia a qualidade. Comprometemos nossa felicidade tentando fazer coisas demais.

5 – Lembre-se da ligação corpo-mente
O que fazemos – ou deixamos de fazer – com nossos corpos influencia nosso espírito. Exercícios regulares, sono adequado e boa alimentação levam à saúde tanto física como mental.

6 – Expresse gratidão
Diga “obrigado” sempre que possível. Aprenda a apreciar as coisas maravilhosas que a vida oferece, sejam elas uma comida gostosa ou as pessoas que amamos, a natureza ou um sorriso.

2 Setembro, 2008

Receita de crepe – lição fácil e gostosa

Arquivado em: na Sorbonne, na Vida — by vidaeficcao @ 10:37 pm
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Não dá pra falar da França sem falar da culinária francesa. Mas, ao contrário do que parece, nem todo prato típico francês é refinado e difícil de preparar. A lição número 1, sem dúvida, é o crepe.

Ingrédients
* 250 g de farine (farinha)
* 5 œufs (ovos)
* ½ litre de lait (leite)
* 1 cuillère de rhum (rum, mas serve outra bebida qualquer)
* 100 g de beurre (manteiga)
* une pincée de sel (pitada de sal)
* une pincée de sucre (pitada de açúcar)

é só bater tudo no liquidificador e deixar descansar um pouquinho antes de jogar na frigideira – em geral, uma concha pequena por vez. Ah! a frigideira tem de estar bem quente, com um cheirinho de manteiga pra massa desgrudar quando ficar douradinha.

O recheio salgado tradicional é presunto e queijo; o doce, nutela. Mas dá para usar a criatividade!

18 Agosto, 2008

Ator

Arquivado em: na Vida — by vidaeficcao @ 2:59 pm
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Tão pequeninho e já é um ator. E dos bons! Deve ter uns 6 ou 7, no máximo 8 anos. Mas sabe fazer uma cara de cortar o coração de qualquer um. Nem o mais insensível dos durões resiste. Faz um jeito de coitado, de quem carrega uma vida inteira de sofrimentos nas costas, com desenvoltura de gente grande. Mas que ganha contornos ainda mais dramáticos por ser um menininho tão novinho. E ainda por cima é super concentrado. Não desveste o personagem de jeito nenhum. O tempo todo se mantem no papel, sem piscar, sem sorrir, sem lançar um olhar curioso, tão típico das crianças, por mais esquisita que seja a roupa do espectador, sem demonstrar qualquer ar de surpresa, por mais imprevista que seja a reação da platéia. Segue seu caminho no mesmo passo, sem nunca correr, sem nunca mostrar vitalidade, sem nunca dizer mais que sua fala de dois ou três resmungos bem ensaiados. O palco parece interminável para um andar assim tão desanimado. E as horas se arrastam. Mas ele é determinado, não foge do script.

O diretor, tão empanhado em aperfeiçoar a cada dia a atuação, terá ensinado o menino a voltar a ser menino? Será que ele ainda sabe sorrir? Ou terá se esquecido de vez? Será que esse atorzinho tem consciência de que é um ator, ou assumiu a personalidade que interpreta? Como se comportará em casa, com seus irmãos, pais, avós? Saberá diferenciá-los do público geral? Ou atua também para eles? Será que tem casa? Será que tem mãe? Ou vive assim mesmo na rua, mulambento, sem família, triste para toda a vida?

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