Em vez de massa, dá pra fazer um “macarrão de abobrinha”. Não, não é uma massa de abobrinha, e a substituição da massa pelo legume como ele é. Super fácil, como tudo o que eu cozinho.
Para duas pessoas:3 abobrinhas
- Pegar um descascador de legumes e cortar fatias da abobrinha ao cumprido até chegar nas sementes (descartar as sementes)
- Cozinhar as tiras em água fervendo durante 8 minutos
- Escorrer e colocar o molho de sua preferência
Essa receita aprendi graças ao meu trabalho, lendo The New York Times!!! E tem gente que ainda acha besteira ler jornal…
Famoso pelo romance O Vermelho e o Negro, Stendhal deixou um imenso romance inacabado: Lucien Leuwen. Projeto abandonado, falta revisão e falta final – mas mesmo assim sobram leitores.
Escrito em pleno período Romântico, o livro tem características consideradas precursoras do Realismo. Primeiro, por causa da linguagem clara e direta. Stendhal contava – não sei se anedota ou verdade – que ele treinava seu estilo “sem estilo” lendo leis.
O romance também nos remete ao Realismo pela crítica ácida que faz da sociedade de seu tempo. Praticamente todo mundo é corrupto e hipócrita. Lucien Leuwen é um herói ingênuo que aprende durante seu percurso de 800 páginas a ser corrupto. Mas ele rejeita a hipocrisia.
O lado mais rômantico (da escola Romantisco) do livro é a abordagem do amor. O amor verdadeiro é sublime e idealizado. O amor que Lucien sente pela Madame de Chasteller é o que o faz tentar ser melhor. Só o amor salva! Mas será que o amor consegue salvar alguém num mundo tão corrupto?
É aí que a trama chega a um impasse. Parece que o autor não se decide entre Realismo e Romantismo. Claro, existem milhões de teorias sobre por que Stendhal abandonou o texto. Para mim, foi apenas por indecisão.
Este semestre estou cursando Literatura Brasileira 4, que só trata de Machado de Assis. Desde a primeira vez que li Machado (minha estréia foi com Dom Casmurro), adorei. Uma das principais qualidades dele é ser muito claro para mostrar sua visão terrivelmente pessimista de mundo. Um texto de Machado é como um tapa na cara!
Estudando o autor, aprendi que, além de tudo que eu já tinha lido e percebido, seus textos contém muito mais. E isso é uma das característica únicas dele: consegue se fazer relevante para todos, seja o intelectual ou um leitor eventual, aquele que lê criticamente ou só por diversão. Seus textos são recheados de citações eruditas, mas, mesmo se você não sabe do que se trata (como eu na maioria das vezes), você não perde o sentido geral.
Ler Machado me faz pensar que é a falsa a idéia de que se tem de escolher: agradar o grande público ou à elite intelectual. Desde sua época, o autor se mostrou capaz de satisfazer a gregos e troianos.
Durante 4 anos de faculdade de jornalismo, a gente acaba aprendendo muita coisa - e muita coisa inútil. Mas umas poucas normas básicas de redação ajudam a deixar o texto mais claro para o leitor.
A primeira e mais importante é: não enrole! Diga logo o que você quer dizer, de cara. A menos que esteja escrevendo um livro policial, não faça muitos mistérios.
2ª: sempre que citar um termo específico, vale a pena dar uma explicação breve. Por exemplo: “A milícia islâmica Al-Qaeda” em vez de escrever simplesmente “Al-Qaeda”. Por mais que você acredite que todo mundo do mundo conhece a milícia islâmica, você pode estar errado. Então, não corra o risco de deixar alguém boiando.
3ª: seja simples e breve. Se o texto estiver bem estruturado, você pode abandonar lado expressões e construções rebuscadas. Prefira sempre frases na ordem SUJEITO -> VERBO -> PREDICADO.
Por fim: não siga nenhuma dessas regras estritamente. As recomendações servem para escrever um texto que quer simplesmente mandar um recado, ou seja, quando o foco é no conteúdo. Se a idéia é fazer graça, por exemplo, a forma é muito mais importante. Aí, cada um que encontre a sua fórmula.