Paul Valery morreu já velho e deixou uma obra inacabada. Na verdade, são duas: o livro chamado Meu Fausto une duas peças teatrais.
Na juventude, Valery escreveu muito, especialmente poesias, mas depois passou muito tempo sem produzir nada. O Fasto do Valery é uma obra que, de certa forma, avalia toda sua obra. Aquela história de balanço de fim de vida. E de tanto questionar sempre, e de tanto questionar tudo, no fim da vida Valery acabou questionando sua própria arte questionadora.
Ler Meu Fausto é como entrar um beco sem saída. A impressão é que a obra é impossível de ser terminada. Não foi simplesmente que ele não conseguiu completar a obra antes de morrer. Ele poderia ter vivido muitos outros anos e provavelmente não encontraria fim para suas obras. Será que a sede humana por conhecimento não tem solução? De qualquer forma, haja água!