Acredite se quiser: Era uma vez uma ministra muito importante que anunciou uma viagem a uma capital do sul do País. Na sede do jornal decidiram pedir para o correspondente da cidade cobrir a tal viagem. Ok, na entrevista coletiva a presença estava garantida, mas no jantar que seguiria… O jantar era fechado à imprensa e o convite custava R$ 1 mil! Oh, que absurdo, o jornal em crise jamais poderia arcar com essa despesa. Resolveram que publicariam só o que fosse dito na coletiva mesmo.
Enquanto isso, na sucursal do jornal lá na capital do País ficaram sabendo que o correspondente da capital do sul não poderia fazer a cobertura da ministra. A mensagem pela metade gerou repercussão. Oh, que absurdo, o leitor não poderia ficar sem essa reportagem. Decidiram então mandar um repórter para viajar junto da ministra. Nessa hora, decidiram que tudo bem pagar avião e hotel, numa soma sem dúvida bem superior aos R$ 1 mil.
No final, com um pouco de indignação e conversa – afinal, era uma empresa de comunicação – esclareceram o mau entendido, ficou o decido um pelo decido dois, ninguém pagou nem jantar nem avião e essa incoerência financeira jamais existiu.