Uma coisa que aprendi estudando na Sorbonne: nunca chegar em cima da hora. Não, o problema não são os professores que reclamam (ok, alguns até reclamam, ). O problema é que subir com pressa os três andares imensos até a classe me deixava absolutamente sem fôlego. Quando estou atrasada não consigo não correr. A única solução que encontrei foi chegar sempre com antecedência. Lindo, não?!
Sem dúvida lé uma faculdade de ponta, mas no quesito arquitetura, ela deixa a desejar. Bom, ao menos para nós brasileiros, habitantes de um país novo, ou para mim, paulista, acostumada a prédios sempre competindo para serem mais modernos. O prédio em que estudava é da primeira metade do século 17. Uma reforminha aqui, outra ali, colocaram UM (!!!) elevador para a universidade inteira.
De quinta-feira, minha primeira aula era no terceiro andar. Depois tinha uma hora de intervalo, que eu aproveitava para passear um pouquinho pelo Quartier Latin. Voltava para a segunda aula do dia, também no terceiro andar. Então, precisava descer os três andares, sair para a rua e entrar por outra portaria para a última aula do dia – e mais uma vez, encarava três lances de escada.
Bom, também morava no terceiro andar de um prédio sem elevador. Ou seja, passei a subir 12 andares às quintas. Isso sem contar as escadarias do metrô, quase sempre sem escada rolante. Daí meu segundo aprendizado: os franceses são magros sim, mas não porque se alimentam direito: é porque precisam subir muitas escadas, em toda parte.