Vida e Ficção

16 Agosto, 2008

NA SORBONNE

Arquivado em: na Sorbonne — by vidaeficcao @ 3:09 pm
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Uma coisa que aprendi estudando na Sorbonne: nunca chegar em cima da hora. Não, o problema não são os professores que reclamam (ok, alguns até reclamam, ). O problema é que subir com pressa os três andares imensos até a classe me deixava absolutamente sem fôlego. Quando estou atrasada não consigo não correr. A única solução que encontrei foi chegar sempre com antecedência. Lindo, não?!

Sem dúvida lé uma faculdade de ponta, mas no quesito arquitetura, ela deixa a desejar. Bom, ao menos para nós brasileiros, habitantes de um país novo, ou para mim, paulista, acostumada a prédios sempre competindo para serem mais modernos. O prédio em que estudava é da primeira metade do século 17. Uma reforminha aqui, outra ali, colocaram UM (!!!) elevador para a universidade inteira.

De quinta-feira, minha primeira aula era no terceiro andar. Depois tinha uma hora de intervalo, que eu aproveitava para passear um pouquinho pelo Quartier Latin. Voltava para a segunda aula do dia, também no terceiro andar. Então, precisava descer os três andares, sair para a rua e entrar por outra portaria para a última aula do dia – e mais uma vez, encarava três lances de escada.

Bom, também morava no terceiro andar de um prédio sem elevador. Ou seja, passei a subir 12 andares às quintas. Isso sem contar as escadarias do metrô, quase sempre sem escada rolante. Daí meu segundo aprendizado: os franceses são magros sim, mas não porque se alimentam direito: é porque precisam subir muitas escadas, em toda parte.

NO JORNAL

Arquivado em: no Jornal — by vidaeficcao @ 1:42 am
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Acredite se quiser: Era uma vez uma ministra muito importante que anunciou uma viagem a uma capital do sul do País. Na sede do jornal decidiram pedir para o correspondente da cidade cobrir a tal viagem. Ok, na entrevista coletiva a presença estava garantida, mas no jantar que seguiria… O jantar era fechado à imprensa e o convite custava R$ 1 mil! Oh, que absurdo, o jornal em crise jamais poderia arcar com essa despesa. Resolveram que publicariam só o que fosse dito na coletiva mesmo.

Enquanto isso, na sucursal do jornal lá na capital do País ficaram sabendo que o correspondente da capital do sul não poderia fazer a cobertura da ministra. A mensagem pela metade gerou repercussão. Oh, que absurdo, o leitor não poderia ficar sem essa reportagem. Decidiram então mandar um repórter para viajar junto da ministra. Nessa hora, decidiram que tudo bem pagar avião e hotel, numa soma sem dúvida bem superior aos R$ 1 mil.

No final, com um pouco de indignação e conversa – afinal, era uma empresa de comunicação – esclareceram o mau entendido, ficou o decido um pelo decido dois, ninguém pagou nem jantar nem avião e essa incoerência financeira jamais existiu.

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